|
      Inicialmente ligado ao neo-realismo, acabou por se desligar deste movimento literário, evoluindo a sua obra no sentido de um existencialismo e de um humanismo. A sua obra é atravessada por uma constante reflexão sobre a condição humana, um constante registo das grandes interrogações do homem, da procura de sentido para as razões essenciais da vida e da morte. Esta orientação foi seguida a partir do romance Mudança (1950), ficando definitivamente associada às obras seguintes do escritor.
Com Mário Soares, Teresa Patrício Gouveia e Paulo Lopes de Carvalho na altura da entrega do Grande Prémio do Romance, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores ao Romance Até Ao Fim (1987)       A par da interrogação filosófica sobre o destino do homem, que atravessa toda a sua obra, os textos de Vergílio Ferreira, nomeadamente os ensaios, reflectem também sobre os problemas da arte e da civilização europeias. No entanto, na sua obra, os aspectos ensaísticos estão também frequentemente implicados nos romances. Considerado um dos grandes escritores portugueses do século XX, Vergílio Ferreira manteve-se à margem de polémicas estritamente políticas e de grupos literários, o que lhe valeu algumas críticas por parte de outros nomes do mundo cultural português.       Estreou-se com O Caminho Fica Longe (1943). Entre os seus outros romances, contam-se Manhã Submersa (1954, obra adaptada ao cinema por Lauro António), Aparição (1959, Prémio Camilo Castelo Branco), Alegria Breve (1965, Prémio da Casa da Imprensa), Para Sempre (1983), Até ao Fim (1987, Grande Prémio de Novela e Romance da Associação Portuguesa de Escritores), Em Nome da Terra (1990), Na Tua Face (1993, Grande Prémio de Novela e Romance da APE) e, já após a sua morte, Cartas a Sandra (1996). Entre a sua obra ensaística, contam-se os volumes Arte Tempo (1988), Espaço do Invisível (1965-87, em quatro volumes) e Do Mundo Original (1957). Publicou ainda, a partir de 1981, nove volumes do diário Conta-Corrente. ![]()       Ganhou, entre outros, o Prémio do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (1985, pelo conjunto da sua obra), o Prémio Fémina (1990), o Prémio Europália (1991) e o Prémio Camões (1992).   Obras publicadas:   Ficcção:
  Total: 22 obras de ficção   Ensaios:
  Total: 12 ensaios   Diários
  Total: 10 diários |